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Pelo fim das sacolas plásticas: o Brasil pode virar “gente grande”!

Com tantasoutras causas maiores para discutir, o Brasil está indignado com a política deos supermercados não distribuírem mais sacolas plásticas. Confesso que esperavabom senso de muita gente que está reclamando sobre o assunto. A minha timelinedo Facebook está povoada de objeções de todos os tipos.  Fala-se desde teorias da conspiração deindústrias de plástico para faturar mais até a sugestão absurda de exigir queos mercados – que já teriam embutido o preço das embalagens nas mercadorias –distribuam sacolas de papel no lugar das plásticas. Eu acho que as coisas noBrasil custam caras, muito caras, mas esta última ideia é, de todas, a coisamais absurda que já li: parar de oferecer plástico por uma questão ambiental eai cortar um montão de árvores para oferecer os sacos de papel… Até agora,todos os argumentos contrários ao fim das famigeradas sacolinhas que eu liforam o resumo de uma visão meio simplista.

Campanha pedindo sacolas de papel: uma das coisas mais absurdas que li recentemente

Aqui naAlemanha faz muitos anos que todo mundo paga pelas sacolas plásticas, paga-setambém pelas garrafas pet (e é caro! Em média, 25 centavos de euro por cadavasilhame, mas se recebe o dinheiro de volta com a devolução os”cascos”). Essas duas medidas simples tornam o volume de lixo é muitomenor e a diferença é visível por toda a parte: não há lagos e rios cheios degarrafas ou sacolinhas jogadas com um punhado de lixo nos barrancos.  

Por aqui,cada sacola custa entre 10 e 25 centavos de euro, dependendo do tamanho e da qualidade.Existem as especiais também (e mais caras): de papel, especiais para conservaralimentos frios e as reutilizáveis, de algodão cru, vendidas no caixa de todo equalquer mercadinho.  A maior diferença éque você passa a usar as sacolas com mais parcimônia: no Brasil, o empacotador(nem vou entrar na celeuma de discutir sobre isso!) coloca duas ou trêssacolas, uma dentro da outra, para que o cliente leve até a porta do carro,estacionado no pátio do mercado, meia dúzia de coisas, que por sua vez já estãodentro de outros sacos (como as frutas) ou embalagens.

Há quemdefenda que essas sacolinhas são reaproveitadas para armazenar o lixo doméstico,mas eu discordo desse argumento com uma simples observação. Todo mundo noBrasil tem em casa muito mais sacolinhas do que precisa para usar no lixeiro,além de jogar a maioria delas fora porque rasgaram no caminho, molharam… Alémdisso, na verdade, a maioria das pessoas já compra sacos de lixo (e colocadentro de uma sacolinha pra levar o saco com os sacos para casa!) e coloca olixo nas sacolinhas e as sacolinhas no saco. São raros os que não fazem assim.

Só pracompletar: na Suíça, o morador paga uma verdadeira fortuna pelos sacos de lixocomum e recebe de graça os sacos (de cores diferentes) para os reciclados. Olixo comum só é recolhido pelo serviço de limpeza quando armazenado nos sacosque tem o logo da cidade. Sabe por quê? A taxa de cobrança de lixo está embutidado preço dos sacos de lixo não reciclado: quanto mais você produz, mais paga.Se reciclar, produz muito menos e paga bem menos. Mas claro que o Brasil aindaesta a anos-luz de alcançar uma situação como essa. Mas o exemplo não deixa deser válido.

Voltando aotema principal desse post.  Eu soucompletamente a favor da cobrança pelas sacolinhas: é uma mudança cultural epor isso encontra tanta resistência. Mas no fim das contas, quando se aprende aconviver com as novas regras, as melhorias são evidentes.  É uma mostra de que o Brasil está amadurecendoe só posso ver com bons olhos tal prática. E digo mais: tomara que passem acobrar pelo “casco” dos PET também. Assim todo mundo devolveria nomercado, o percentual de reciclagem seria muito próximo de 100% e todos saemganhando.

O que maisme deixa chateada em ver os comentários esbravejando contra o fim das sacolas éa falta de compreensão quanto ao entendimento da essência da medida. A ideianão é fazer ninguém pagar duas vezes – e nem um complô de indústria alguma: oponto básico é desestimular o uso de sacolas. Parece que as pessoas nãoentendem é que ninguém precisa pagar por elas: é só levar as suas sacolasecológicas de casa e pronto. E neste caso, aposto que vai ter muita instituiçãosocial, clube de mães e tudo o mais vendendo sacolas ecológicas de todos os tipos,cores e tamanhos. Eu uso as mesmas há 3 anos e meio aqui. E uso todas as vezesque vou ao mercado. Simples assim: não cai nenhum dedo, não falta sacola emcasa (já que compro sacos – bem baratos! – do tamanho ideal para cadanecessidade ou uso as sacolas que por ventura aparecem dando bobeira, já que aslojas, livrarias e tantos outros estabelecimentos continuam fornecendosacolinhas o suficiente para suprir a demanda da casa!).

Uma coisaprecisa ficar clara e é exatamente isso que as pessoas parecem não enxergar ounão querer entender:  as mesmaspessoas  que publicam quadrinhos de “salvemos animais” ou se julgam politicamente corretas. Fica dito:  a cobrança das sacolas deve ser encarada nãocomo um pagamento duplo, mas como um tipo de “multa” para quem nãolevou as suas próprias sacolas… Trata-se de uma mudança de atitude e não hárazão para questionar algo tão positivo.  

Turismo na Alemanha em pleno inverno: É bom estar preparado para o frio europeu

Claro quetodo mundo sabe que no verão faz calor e que deve gelar no inverno, e que issonão deveria ser assunto pra um comentário. Mas a vida funciona assim: o queseria do papo do ponto de ônibus se não fosse a previsão do tempo?
Berlin: -15 no café da manhã, mas a sensação era de mais frio ainda, -22
(Screenshot de um dos poucos sites que realmente acertam a temperatura e a previsão do tempo aqui na Alemanha: pode colocar o www.wetter.de nos favoritos!)

Este ano oinverno deu uma de sacana. Demorou pacas pra chegar, mas depois chegou “chegando”,por assim dizer. Em uma semana estava +3 para, dois dias depois a coisa começara congelar e chegar a -15 hoje de manhã aqui em Berlin, com sensação térmica de-22. Isso é frio, muito frio e ainda pode piorar. Só não teve muita neve ainda:caíram uns floquinhos esta semana, mas foi coisa pouca. Ainda da pra ver umresto de gelo nas ruas, já que a temperatura não foi além de zero em momentoalgum.

]Por aqui otal papo é mais raro, mas ainda assim saber da previsão faz parte do dia a diade forma mais intensa até, eu diria. Porque é preciso saber como se vestir, jáque até se morre de calor, mas é muito mais fácil morrer de frio, literalmente.Este ano, dezenas de pessoas já morreram na Europa por conta da falta deproteção: com mais ênfase no Leste europeu, onde as condições de vida sãopiores. Mas a Alemanha não está isenta de mazelas: a prefeitura de Berlinestava fazendo uma campanha pela TV pedindo doações para ajudar a manterabrigos aquecidos para a população de rua (sim, aqui tem mendigo também). Alémdisso, se a marmota estiver certa, o anúncio é de mais seis semanas de invernointenso.

O fato éque essa friaca toda requer alguns cuidados especiais, especialmente pra quemvai encarar o inverno alemão pela primeira vez. Claro que alguém já teve teravisado que janeiro não é a melhor época para fazer turismo na Alemanha, mas sevocê decidiu encarar o desafio, é bom estar prevenido para não congelar ouadoecer.  A primeira dica é: não gasteseu rico dinheirinho em casacos antes de sair do Brasil. Claro que você precisade um para a chegada, mas invista em roupas compradas aqui mesmo na Europa.Primeiro, por que elas são muito mais baratas e segundo, por que são modeladase preparadas para quem precisa enfrentar as temperaturas bem abaixo dezero. 

Quer umexemplo: os sobretudos de lã que vendem no Brasil geralmente têm corteslindos… e decotados. Tudo o que você não quer é deixar seu colo exposto àsrajadas de vento que fazem o frio chegar aos ossos. E por aqui tem casacosfechadinhos pra todos os bolsos… dos 8 euros aos 8 mil (tem uma avenida, a Kurfürstendamm,onde estão as lojas das marcas mais caras do mundo). Algumas dicas estão aqui,se você esta mais para o time dos 8 euros. Calça de cintura baixa é outrodesaforo: deixe a piriguete que existe em você no Brasil e suba a cintura dovestuário. Não precisa voltar aos anos 80: mas qualquer coisa que não cubra as costase a barriga de forma adequada é um convite a uma cistite que pode estragar asférias. E por ai vai.

Quanto aofrio, é preciso saber que qualquer temperatura abaixo de -5 provoca desconfortona hora de respirar: o ar entra gelado e chega a doer. Não há muito o que fazerquanto a isso. Evite passeios de muitas horas seguidas ao ar livre: alternemonumentos ao ar livre com museus e outras opções em locais fechados. Sedesloque de ônibus ou trem entre um ponto e outro sempre que possível e parepara beber um café ou chocolate quente. Mantenha os pés secos: invista em umaboa bota impermeável e com forro de lã (não esqueça de levar um par de meiassecas na bolsa: não pesa nada e pode quebrar um galho!).  O nariz também congela, as bochechas formigame depois perdem a sensibilidade: assim é a vida. A parte boa é que tudo temcalefação: as casas, os mercados, o trem, o ônibus.

E essatambém é a parte ruim, de certa forma. Você está lá na rua congelando… entraem uma loja e em dois minutos ta quentinha… para então começar a se sentirdesesperada de calor e quer arrancar uma a uma as várias camadas de roupa queestá usando. O mesmo acontece no trem: mas ai precisa colocar todas essascamadas novamente antes de descer pra não congelar.  Claro que os alemães não fazem isso: dealguma maneira eles desenvolveram uma capacidade pecilotérmica. Ficam lá,paradinhos, de nariz vermelho, como se não estivessem sentindo calor algum…Vá entender.

Antes daroupa toda, anota ai outra dica: hidratante. Parece uma coisa meio óbvia… masdepois de três banhos com a água super calcária aqui da Alemanha você começa adescascar e mesmo a ter rachaduras nos tornozelos, cotovelos e canelas,especialmente. Abuse dos hidratantes: deixe pra comprar isso aqui também, já que são excelentes e bem maisbaratos que no Brasil. O mesmo vale para aqueles sticks para os lábios, tipomanteiga de cacau: é bom ter sempre um ao alcance.  Ah… e por fim, já vá se acostumando: nuncaesqueça de levar lencinhos de papel no bolso. Nesse troca-troca detemperatura,  o nariz vira uma goteira enada pode ser pior do que ficar fungando pra todos os lados.  🙂 Ah… pra fechar, lembrei de um post bemnonsense que escrevi faz um tempinho com considerações genéricas sobre a neve.  Espero que ajude… enquanto o termômetro nãovolta a ser positivo.

Sülze: queijo de porco com gosto de infância

Eu cresciem uma casa que, para os dias de hoje, podia bem ser chamada de sítio oufazenda. Tínhamos uma grande horta, uma roça com mandioca, batata-doce e milho.No quintal, vacas, porcos e muitas galinhas mantinham a subsistência. E foiassim que cresci vendo um monte de coisas que, só quando cheguei a Alemanha,descobri de onde elas vinham. Tínhamos sempre nabo branco (Kohlrabi) pra sopa.Fazíamos nosso chucrute (Sauerkraut) e, volta e meia,  a função era dar conta de limpar e processarum porco inteiro: torresmo, toucinho e morcilhas (Blüttwurst) saiam da cozinha.E saia também uma geléia salgada e meio azeda que,  por aqui, achei aos borbotões no mercado:sim, nós preparávamos Sülze em casa. A Sülze também tem outro nome por aqui: Presskopf (algo do tipo cabeça prensada), que remete aos ingredientes do seu preparo.


Acho que eutinha entre sete ou oito anos nessa época e não lembro exatamente da receita.Sei que as cartilagens, a cabeça, e carnes menos nobres do porco eram cozidas edepois temperadas com muito cheiro verde. Colocadas em uma forma para esfriar,a água ficava gelatinosa e bem temperada. Depois era só desenformar e cortar emfatias para servir. Eu gostava de comer a tal da Sülze no pão caseiro, feito noforno à lenha, que sempre tinha na mesa lá de casa. Quando cheguei na Alemanhae encontrei a tal da geleia, comprei um vidro pra provar e fiquei decepcionada.Apesar da receita ser aparentemente a mesma, não tinha o gostinho daquela queminha Oma preparava. 
  
Alemã: Sülze ou Presskopf traz carnes da cabeça do porco em uma espécie de gelatina*
Mas eis quehoje bateu um momento daqueles fome+curiosidade no maridão na hora de fazer ascompras e eles se depara com o insólito desejo de comer Sülzekotelett. Jáexplico: não tem nada de bacon, cabeça ou qualquer outra parte esquisita. É umacosteleta de porco defumada e sem osso (ou seja, Kassler, pra simplificar!),mergulhada nessa geleia e com uns pedacinhos de ovo, cenoura e pepino por cima.A aparência não é convidativa, mas o que se pode dizer à fome nessas horas? Eleveio todo faceiro com a tal iguaria na mão e provamos aqui em casa. Não é tãoboa quanto a da minha Oma – alguém pesou a mão no vinagre que chega a repuxar ocanto da boca – mas foi a primeira vez que, bem faceira, achei uma Sülze alemãem que eu pudesse sentir o gostinho de infância.

Espia ai a cara to Sülzekotelett no pacote original (vende no Lidl) e no prato, onde fica mais fácil observar a geleia que envolve a carne:

Ta ai maisuma prova: quando eu falo que Blumenau é a cidade mais alemã do mundo, não tomentindo! 🙂

* A foto dafatia de Sülze, é de Rainer Zenz, publicada originalmente aqui, licenciada deacordo com as normas do Creative Commons

Brasileiros em Berlin: Dicas e histórias

A Band estápassando uma série bem bacana sobre o mundo no ponto de vista dos brasileiros.Ou seja, eles encontram brasileiros em lugares diversos e fazem um documentáriomostrando aspectos turísticos e também um pouco da vida dessas pessoas. Umaamiga minha de infância, a Janiane, acompanhou um dos episódios sobre Berlin edeu a dica. Assisti e gostei: um jeito bacana de ver a cidade.

O programasobre Berlin está dividido em seis partes e os links abaixo são a sequencia praver cada um dos blocos, direto no site da Band. É só dar o play e curtir acidade!

Alemanha em detalhes: hora de ir ao banheiro! (Sim, tem regras pra isso também!)

Algumascoisas os guias de viagem e reportagens de turismo não falam, mas éinteressante que  você deve tenha emmente se vier visitar a Alemanha –mesmo que de passagem. Já falei das regras deconvivência e do jeito alemão nesse post aqui, mas essa série “Alemanha emdetalhes”, que este post inaugura, é uma versão mais resumida de tudo, decoisas bem básicas pra você não fazer feio. Cada post vai ser sobre um tema evai misturar curiosidades e impressões.
O post deestreia é sobre banheiros. Isso mesmo! Então, anota tudo ai.

– Osbanheiros das casas, hotéis e qualquer outro lugar tem um cestinho de lixo, masnão se joga papel higiênico nele. O papel vai na privada. O cesto é paraabsorventes. Aliás, é comum encontrar uns saquinhos plásticos ou de papel nobanheiro. Neles você coloca o absorvente antes de jogar no lixo.

– Adescarga do banheiro tem, normalmente,  dois botões. Um deles é para um fluxo de águamenor (se você fez o número um) e ou outro para a descarga completa, em caso denúmero dois. A intenção é poupar água: colabore usando a opção certa. Algumasdescargas tem uma placa só. Você aciona ela apertando na parte de baixo e,quando tudo foi embora, interrompe a descarga apertando novamente em cima eassim só usa a água necessária, sem deixar correr mais do que precisa.

– Em algunslugares você vai encontrar algo semelhante a um suporte de sabão liquido naparede, dentro do próprio cubículo onde fica a privada. Trata-se de um gelantibacteriano à base de álcool que você aplica em um pedaço de papel higiênicoe limpa e esteriliza o assento do vaso antes de usar. Bem prático e útil!

– Homensalemães fazem xixi  sentados. Isso mesmo.As mães ensinam seus filhos desde cedo a sentar para evitar gotas e respingospela privada, já que elas mesmas terão que limpar! (Aqui as pessoas limpam suaspróprias casas e empregadas são artigos de luxo que poucos podem ou costumambancar). Se você perguntar a um alemão se ele senta pra fazer xixi, espere duascoisas: primeiro, a resposta direta (Claro que eu sento!) e depois a expressãode quem não entendeu (leia-se: Por que você está me perguntando isso? Você, porum acaso, não senta?). Então, meninos, em lugares públicos podem pular essaregrinha, mas se estiverem visitando alguém, a expectativa é que sentem parafazer xixi. E não se assustem se encontrarem avisos nos banheiros lembrandodessa gentileza.
Igual as meninas: “Homens de nível sentam na privada”

– É comumencontrar, especialmente em prédios mais antigos, a privada com uma espécie deplataforma. A primeira vez que você usa é meio assustador: fica o “serviço”todo lá, esperando para ser conferido. E a intenção era exatamente essa. Emépocas de guerras ou doenças, verificar a presença de sangue – ou mesmo vermes –nas fezes era uma forma importante de controlar a própria saúde e por isso asprivadas foram desenhadas  de forma  a permitir esse tipo de “autoexame”. Muitagente costuma colocar alguns pedaços pequenos de papel higiênico na talplataforma antes de usar o banheiro e assim evita que resíduos fiquem presosnessa parte plana. Achei um vídeo que ilustra bem tudo isso. O banheiro em questão não está lá essas coisas… mas vale é ver o conceito.

– Aliás,todo e qualquer banheiro alemão tem uma escovinha. Todos, em qualquer lugar. Aideia é que você deixe o banheiro limpo para o próximo que for usar.  Vale para locais públicos, em menorintensidade, mas vale sobretudo se dividir casa com outras pessoas ou se compartilharbanheiros em hostel ou hotel, por exemplo: passe uma escovinha antes de sairpra ter certeza que tudo ficou de acordo.

– Na horade alugar um quarto de hotel, preste atenção nos detalhes da descrição. Se oquarto tiver banheiro privativo, isso vai estar claramente descrito. É comum emhotéis de categoria turística existirem quartos em que o banheiro écompartilhado com outros quartos do mesmo andar. Nesse caso, geralmente existeapenas uma pia no quarto ou nem isso.

– É muitoraro encontrar banheiro gratuito na Alemanha. Mesmo nos shoppings: tem sempreuma senhorinha cuidando e cobrando. O preço médio é de 50 centavos, mas se oesquema não for de cobrança (e sim de contribuição, apenas), ninguém vai correratrás de você para cobrar o que faltou.

– Aliás,leve sempre moedinhas de 50 centavos quando sair de casa para passear. Ascidades têm vários banheiros públicos e, para abrir a porta e usar, vocêprecisa colocar a moedinha. Geralmente essas caixinhas de cobrança automáticasnão dão troco. Ah, esses banheiros são autolimpantes e se trancam para uma autolavagementre um usuário e outro.

– Nasestações de trem os banheiros costumam ser mais caros: 1 Euro e o ticket dobanheiro da direito a algum desconto em compras nas lojas da própria estação.Uma baita sacanagem! Esses banheiros são, nas cidades maiores, super modernos! Adescarga é automática e o assento da privada gira para ser lavado e seco para opróximo usuário. Espia ai a tecnologia! eheheh 

– Não seassuste se chegar a um banheiro e ele tiver luz negra ou azulada dentro.Acostume os olhos e faça o que tem que fazer! Em alguns locais – especialmente shoppingsem cidades maiores e bairros mais alternativos, digamos assim – essa foi a táticaadotada para evitar que viciados fizessem uso de drogas injetáveis nosbanheiros. Com a luz azulada é impossível enxergar qualquer veia do corpo… Ébizarro e nos lugares que vi essas soluções nem creio que se fazia necessárias,mas se a administração do local optou por elas, deve ter suas razões.

– Osmeninos podem encontrar coisas bem divertidas em banheiros públicos. Paraestimular o uso correto dos mictórios – leia-se “acertar o alvo”, alguns barese afins colocam brinquedinhos no local. Nunca vi, mas já ouvi falar e achei umvídeo para ilustrar. Uns modelos tem um gol e a ideia é acertar a bolinha paramarcar. Outros tem um adesivo em forma de mosca que motiva a pontaria dosusuários. Espia ai a hora do gol!

– Torneirase chuveiros podem ter um único manípulo e, mesmo que isso pareça meio óbvio,fica a dica: ele funciona ainda como misturador. Mais quente para um lado, maisfrio para o outro: mais ou menos água para cima ou para baixo.

– Água naAlemanha é algo caro. Muito caro. Por isso, se estiver hospedado na casa dealguém, colabore com o seu anfitrião e economize: banhos rápidos e não deixar atorneira aberta para escovar os dentes são um bom começo.

– Aliás, seestiver na casa de algum amigo, outra dica: tome um banho só por dia, pelosmesmos motivos anteriores. Alemão toma muito menos banho do que isso (pular um –uns–dia é algo bem normal aqui).

– Se vierpara a Alemanha, esqueça o conceito de suíte. Mesmo em casas mais requintadas,raramente você vai encontrar um banheiro no quarto. Alemães estão acostumados adividir banheiro com outras pessoas da casa e não enxergam necessidade alguma emcada um ter uma instalação sanitária particular.

– Aindasobre o banho – e pra fechar esse post escatológico -, a água na Alemanha ébastante calcária e sua pele pode sentir isso em poucos dias, especialmente sefor inverno. A pele começa a descamar e podem aparecer rachaduras noscotovelos, tornozelos e joelhos. Nesse caso, um hidratante bem cremoso resolve.Para as mulheres, a dica é usar sabonete íntimo com PH neutro: faz realmentediferença e evita probleminhas que podem estragar o conforto da sua viagem!

Cupcake delicioso: baunilha, chocolate e recheio de marzipã

No comecinho do ano recebemos a visita deuns amigos e a Luiza estava de aniversário. A comemoração oficial foi sair prajantar, mas aniversário sem bolo não funciona. Então, chegando em casa, espieios armários e decidi fazer uns cupcakes bem rapidinhos. E não é a que a receitaficou deliciosa? Agora a Bruna ta precisando de uma receitinha fácil e práticae, então, esse post vai pra ela: e… respondendo a pergunta que ela fez peloTwitter… sim, da pra fazer sem o marzipã, mas eu acho que essa é a melhorparte. Fiz a receita de olhômetro, mas vamos ver se eu lembro de tudo! 🙂 Vale dizer que o segredo é usar o açúcar de confeiteiro pra fazer a massa: fica leve e muito mais fofa.

Ingredientes (para 12 unidades):

2 ovos
2 colheres de manteiga ou margarina bemcheinhas
2 colheres bem cheias de açúcar deconfeiteiro
4 colheres de trigo (ou mais, para ficar emponto de massa de bolo)
½ saquinho de fermento pra bolo (cerca de 1e ½ colher de chá)
3 saquinhos de açúcar de baunilha (ou 3colheres rasas de sopa)
2 colheres de sopa de pó de chocolate
200 gramas de marzipã para culinária (dividaem 12 pedaços)
(Para quem não gosta, pode substituir omarzipã por brigadeiro ou beijinho de coco. Também da pra fazer sem qualquer umdeles, só misturando as duas massas)

Preparo:

Bata as gemas, a manteiga, a baunilha e oaçúcar até obter uma mistura bem cremosa. Separadamente, bata as claras emneve. Acrescente o trigo e o fermento e, bem devagar, as claras em neve. Dividaa massa em duas porções. Em uma delas, acrescente o pó de chocolate e mistureaté ficar uniforme.

Coloque uma porção da massa branca no fundoda forminha. Em seguida, pegue uma porção de marzipã e faça uma cobrinha comela de cerca de 10 centímetros. Junte as pontas para formar um anel e coloque oanel de marzipã sobre a massa de baunilha. Coloque mais uma porção de massa,desta vez de chocolate, até cobrir o anel. Leve ao forno pré-aquecido a 200graus por cerca de 10 minutos (ou até que estejam crescidos e sem grudar nopalito).

Ingredientes para a cobertura:

100 gramas de chocolate meio amargo (ou aoleite)
1 colher bem cheia de queijo tipo Filadélfia(ou de creme de leite sem soro)

Preparo da cobertura:

Derreta o chocolate no microondas (vácolocando de 30 em 30 segundos e observe se já está derretido) com cuidado paranão queimar. Ainda quente, misture o queijo ou o creme de leite para obter umatextura de cobertura. Coloque em um saco de confeitar ou em um saco pequeno deplástico e corte a pontinha. Aplique sobre os bolinhos e bom apetite!!!

Ps.: Obrigadão a Lu que fez as fotins dosbolinhos e ao Pedro que mandou tudo pra mim!